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Quem Somos?


 A Rádio Campinarte na verdade é um blog com o objetivo de divulgar, promover e na medida do possível gerar renda para os artistas (músicos) em particular do Terceiro Distrito de Duque de Caxias no Rio de Janeiro.
Um blog com cara de rádio, notícias do mundo do rádio, cantores do rádio.Um blog que tem como uma de suas principais bandeiras os novos talentos sem esquecer dos grandes nomes da música popular brasileira de todos os tempos; sem esquecer os pioneiros, os baluartes, os verdadeiros ícones da era de ouro do rádio. Fazemos isso para que esses novos talentos não percam de vista nossas referências musicais que até hoje são veneradas mundo a fora - uma forma que encontramos de dizer um MUITO OBRIGADO àqueles que nos proporcionaram (e continuam proporcionando) com suas vozes, suas músicas, momentos de paz e alegria. Uma maneira de agradecer a todos que ajudaram a compor as trilhas sonoras de milhões e milhões de pessoas.
Este blog irá gradativamente estreitar os seus laços com as Rádios Comunitárias que desenvolvem um papel importantíssimo em nossos bairros.
A Rádio Campinarte tem (fundamentalmente) um compromisso com a qualidade e o bom gosto / e qualidade e bom gosto nos vamos pinçar nos nossos bairros, o que nós queremos mesmo é fazer jus ao nome: RÁDIO CAMPINARTE - O SOM DAS COMUNIDADES.

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O SHOW DO COMÉRCIO DO CAMPINARTE

sábado, 21 de dezembro de 2013

Morre Reginaldo Rossi - O Rei do Brega

Brasília – O corpo do cantor Reginaldo Rossi será velado no início da noite desta sexta-feira (20), na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Rossi, de 69 anos, estava em tratamento de câncer de pulmão desde 27 de novembro e morreu na manhã de hoje, no Hospital Memorial São José, no Recife. Geraldo Júlio, prefeito do Recife, cidade natal de Rossi, e Eduardo Campos,  governador do estado, decretaram luto oficial de três dias. O enterro será amanhã (21), às 20h, no Cemitério Morada da Paz.
Com cabeleira farta e camisa aberta ao peito, Reginaldo Rossi ganhou o título de “Rei do Brega”e construiu uma carreira de sucesso durante décadas. O primeiro disco, O Pão, foi lançado em 1966. A partir daí, Rossi gravou uma série de sucessos e deixou sua marca na música brasileira. Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme e A Raposa e as Uvas” estão entre os maiores sucessos, mas a marca registrada é a canção Garçom, considerada um dos hinos do estilo brega.
Rossi apostava em canções que falavam da dor de ser traído, desprezado por alguém que amava. Foram 31 álbuns ao longo da carreira, entre músicas inéditas, gravações de shows e coletâneas. No final dos anos 90 do século passado, lançou um álbum ao vivo, que o colocou definitivamente nas rádios e emissoras de televisão de todo o país, conferindo-lhe projeção nacional.
Reginaldo Rossi conquistou 14 discos de ouro, dois de platina, um de platina duplo e um de diamante.
Marcelo Brandão
Repórter da Agência Brasil
Prefeito e governador decretam luto oficial pela morte de Reginaldo Rossi | Agência Brasil



Reginaldo Rossi

 14/2/1944 Recife, PE
 20/12/2013 Recife, PE

Biografia

Cantor. Compositor. Estudou Engenharia Civil por quatro anos e chegou a dar aulas de matemática. Começou a se interessar por música em 1964, ouvindo os Beatles e intérpretes da Jovem Guarda. Faleceu aos 69 anos de idade, vítima de câncer no pulmão, no Hospital Memorial São José, onde estava internado desde o dia 27 de novembro. Um (...)
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Dados Artísticos

  Iniciou a carreira em 1964, imitando Roberto Carlos em apresentações em bares e clubes de Recife. Na época, era acompanhado pelo conjunto The Silver Jets. Em 1966 lançou selo Chantecler seu primeiro LP, "O pão", música título composta em parceria com Namir Cury e Orácio Faustino. No ano seguinte lançou o LP "Festa dos pães", (...)
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Obras

  • A dor, o pranto e a solidão
  • A guerra acabou
  • A idade do lobo
  • A porta
  • A raposa e as uvas
  • Amor, amor, amor
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Discografia

  • (2010) Cabaret do Rossi - Emi Music - DVD
  • (2006) Reginaldo Rossi ao vivo - Emi Music - DVD
  • (2003) Reginaldo Rossi • EMI • CD
  • (2003) Ao Vivo, O melhor do brega • Indie Records • CD
  • (2001) Reginaldo Rossi ao vivo • Sony Music • CD
  • (2001) Para Sempre -Reginaldo Rossi • EMI • CD
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Shows

  • 2001 - Metropolitan - RJ
  • 2001 - Olimpia - SP
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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Especial / Ângela Rô Rô


Ângela Maria Diniz Gonçalves
 5/12/1949 
Começou a estudar piano clássico aos cinco anos, sendo influenciada ao longo de seu caminho por ícones como Noel Rosa, Frank Sinatra, Maria Bethânia, The Beatles, Rolling Stones além de muita música latina e jazz.
Entre 1971 e 1974 Angela Ro Ro morou na Inglaterra, em Londres, trabalhando como faxineira, garçonete, cantora e pianista. Isso tudo bem distribuído durante seus dias. Quando voltou para o Brasil, em 1974, deu "canjas" nas melhores casas noturnas do Rio de Janeiro.
Sua carreira como compositora brotou aos seis anos de idade com uma guarânia em seu acordeon. Se firmou durante sua estadia na Europa e ao voltar para o Brasil se destacou como autora e cantora em sua participação no Festival de Rock de Saquarema (RJ), em 1976, no qual também se apresentaram Raul Seixas, Made in Brazil e Rita Lee. Entre 1977 e 1978 foi gravada por As Frenéticas (Agito e uso), Marina Lima (Não há cabeça) e Ney Matogrosso (Não há cabeça e Balada da arrasada).
Em 1979 foi convidada pelo produtor Paulinho Lima para gravar seu primeiro LP, "Angela Ro Ro", pela PolyGram. Em 11 de maio desse ano Angela tinha feito sua estreia nacional com show no Teatro Ipanema (RJ), onde se acompanhava ao piano. O show foi um evento cult, em horário alternativo, meia noite. O teatro lotou e cerca de 150 pessoas ficaram do lado de fora. Na plateia nomes como Sandra Pêra e Marina Lima.

Sua primeira música a tocar nas rádios foi "Tola foi você", mas o primeiro grande sucesso veio com "Amor, meu grande amor", música com letra de Ana Terra e que lhe conferiu o título de "A Sensação do Ano" em nota publicada pelo "Jornal do Brasil", em dezembro de 1979. Ainda nesse ano, Maria Bethânia gravou sua composição "Gota de sangue", a primeiro sucesso por outro artista, no LP "Mel".
Em 1980, um novo sucesso foi emplacado: sua composição "Só nos resta viver", título de seu segundo disco, também lançado pela PolyGram. No ano seguinte lançou seu terceiro LP, "Escândalo". No encarte escreveu: "E eu apresento a vocês, mais do que nunca exposta, a mulher criadora, criatura encantada, fascinante, seduzida e abandonada e feliz por ser achada em um estado de graça óbvio dos poetas".
Em 1983, emplacou a canção "Simples carinho" (João Donato e Abel Silva), com arranjo de Antonio Adolfo e a participação de Maurício Einhorn na gaita, em mais um disco pela PolyGram. No encarte um desabafo: "Eu quero que vocês saibam que a dor é presente em minha vida tão como a alegria, e que, se não me livro dela, da alegria jamais tão pouco".
Em 1984, outra canção de sua autoria foi gravada por Maria Bethânia, "Fogueira".
Na década de 1990, realizou shows em diversas casas noturnas, acompanhada por banda ou sozinha ao piano e desfrutou da fabulosa oportunidade de trabalhar como crooner da Rio Jazz Orquestra regida pelo maestro e saxofonista Marcos Szpilman. Em 1993, lançou pela Som Livre o disco "Nosso amor ao armagedon - Angela Ro Ro ao vivo", gravado na casa de show carioca Jazzmania e produzido por Angela e Ezequiel Neves. Realizou ainda temporada no Teatro Rival, Rio de Janeiro.
Lançou, em 2000, o CD "Acertei no milênio" pela gravadora Jam Music, contendo suas composições "Coquinho", "Fila de ex-mulher", a faixa-título, "Boemia do sono", "Sim, dói", "Viciei em você", "Raiado de amor" e "Garota Mata Hari", além de "Gota d'água" (Chico Buarque), "50 anos" (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), "All of me" (Marks e Sinom) e "Don't let me be misunderstood" (Marcus, Benjamim e Caldwel), sendo três dessas músicas as primeiras parcerias com Ricardo McCord, seu arranjador e pianista. O rock "Viciei em você" foi incluída na novela "Desejos de mulher" (Rede Globo). Fez show de lançamento do disco no Teatro Rival (RJ).
Em 2001, apresentou-se, ao lado de Cida Moreira, no Espaço Cultural Baden Powell (RJ), dentro do "Projeto Ponte Aérea", que juntou artistas de São Paulo e do Rio.
Participou, em 2002, do projeto "Pão Music", no espetáculo "Maria Bethânia convida Lenine e Angela Ro Ro". Nesse mesmo ano, a Universal Music lançou em CD os seis discos gravados pela cantora na gravadora PolyGram: "Angela Ro Ro" (1979), "Só nos resta viver" (1980), "Escândalo" (1981), "Simples carinho" (1982), "A vida é mesmo assim" (1984) e "Eu desatino" (1985).
Em 2004, apresentou-se no Teatro Rival BR, com o show "Meus Hits". Nesse ano, passou a apresentar, no Canal Brasil, o programa "Escândalo", temporada pródiga que contou com a presença de mais de 50 grandes artistas e durou dois anos.
Em 2006 Angela Ro Ro gravou o CD "Compasso" e fez show no Circo Voador (RJ) para registrar o CD e DVD "Angela Ro Ro ao vivo", com participações de Alcione, Frejat e Luiz Melodia. No repertório, suas canções de maior sucesso e algumas releituras inesquecíveis.
Em 2008 Simone e Zélia Duncan gravaram Agito e uso. Nesse mesmo ano participou do projeto "Loucos por música" se apresentando no Canecão (Rio) ao lado de Elba Ramalho e na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (Salvador) com Ivete Sangalo.
No inverno de 2009 participou dos duetos de Ana Carolina no CD e DVD "Multishow Registro Nove+1" cantando a música "Homens e mulheres". No final desse ano lançou o CD "Escândalo" recuperando números musicais do programa de TV. Em 2010 fez parte de tributo a Yoko Ono lembrando o genial John Lennon em um projeto do produtor Marcelo Fróes pelo selo Discobertas. Nesse ano cantou "Fim de comédia", a convite do produtor Thiago Marques, de CD em homenagem ao centenário de Ataulfo Alves (Lua Music). No ano seguinte cantou "A flor e o espinho" em tributo do mesmo produtor ao compositor Nelson Cavaquinho.
Em 2011 estreia o programa de web rádio "Nas ondas da Ro Ro", gravado em apresentações quinzenais no Rio e recebendo participações de diversos artistas. Os primeiros programas foram gravados no Espaço Acústica e desde janeiro vem gravando no Teatro Rival Petrobrás. Passam participações de Dudu Nobre, Silvia Machete, Teresa Cristina, Ricky Vallen, Elba Ramalho, Emílio Santiago, Elza Soares, Marcos Sacramento, Farofa Carioca, Rita Ribeiro, Antonio Adolfo, Carol Saboya entre outros.
Enquanto isso Angela Ro Ro cuida de sua vida e bem estar com a meta de trabalhar muito, lançar CDs e DVDs e se alegrar alegrando as pessoas.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Especial / 19 DE NOVEMBRO / DIA DA BANDEIRA

Projetada em 1889 por Raimundo Teixeira Mendes e por Miguel Lemos, a Bandeira Nacional foi desenhada por Décio Vilares. Ele se inspirou na bandeira do Império, que havia, por sua vez, sido desenhada pelo pintor francês Jean Debret.
A esfera azul, onde hoje aparece a divisa positivista "Ordem e Progresso", substituiu a antiga coroa imperial. Dentro da esfera estava representado o céu do Rio de Janeiro com a constelação do Cruzeiro do Sul, tal como apareceu às 8h20min do dia 15 de novembro de 1889, dia da Proclamação da República. Mas, em 1992, uma lei modificou as estrelas da bandeira, para permitir que todos os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal fossem representados.
Como símbolo da pátria, a bandeira nacional fica permanentemente hasteada na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Mesmo quando é substituída, o novo exemplar deve ser hasteado antes que a bandeira antiga seja arriada. O hasteamento e o arriamento podem ser feitos a qualquer hora do dia ou da noite, mas tradicionalmente a bandeira é hasteada às 8 horas e arriada às 18 horas. Quando permanece exposta durante a noite, ela deve ser iluminada.
O Hino à Bandeira surgiu de um pedido feito pelo Prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos, ao poeta Olavo Bilac para que compusesse um poema em homenagem à Bandeira, encarregando o professor Francisco Braga, da Escola Nacional de Música, de criar uma melodia apropriada à letra.
Em 1906, o hino foi adotado pela prefeitura, passando, desde então, a ser cantado em todas as escolas do Rio de Janeiro. Aos poucos, sua execução estendeu-se às corporações militares e às demais unidades da Federação, transformando-se, extra-oficialmente, no Hino à Bandeira Nacional, conhecido de todos os brasileiros.

Hino à Bandeira Nacional

Letra: Olavo Bilac
Música: Francisco Braga
Salve, lindo pendão da esperança,
Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.
Recebe o afeto que se encerra etc.
Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever;
E o Brasil, por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser.
Recebe o afeto que se encerra etc.
Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira,
Pavilhão da Justiça e do Amor!
Recebe o afeto que se encerra etc.
Fonte: Universidade Federal de Goiás

domingo, 10 de novembro de 2013

Uma música de sucesso / Retrato em Branco e Preto


Notas sobre Retrato em branco e preto
Por Adélia Bezerra de Meneses


Letra    
O desencanto atinge a máxima intensidade em Retrato em Branco e Preto:

"Já conheço os passos dessa estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar tanto pior
...
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado"

Há, na realidade, muito de saudosista nesse Chico Buarque que se confessa tão marcado por "lembranças do passado". No entanto, sua poesia, nessa fase, é caracterizada de "nostálgica" não porque utilize motivos que são figuras do passado, sejam figuras da infância ou da sociedade pré-industrial (tais como A banda; o Realejo; o bosque encantado que sempre existe nas proximidades de uma rua da nossa meninice, como em Até pensei; as fogueiras e balões de Maninha; o faz-de-conta de João e Maria), mas porque a postura do eu poético nesses poemas é a do desejo de um retorno, a ânsia dolorida por uma volta a uma situação ou a um espaço que não fazem parte da realidade atual. E isso é nostalgia (de nostos = volta e algos = dor), no seu sentido primeiro e etimológico: a dor do retorno.

Evidentemente, esse deslocamento para uma outra realidade, seja ela situada no passado ou num espaço imaginário, implica uma negação do presente, um radical não-colaboracionismo.

Em quase todas as canções dessa fase, que tratam da criação desse espaço privilegiado, a proposta é muito semelhante: o sofrimento da vida presente é colocado entre parênteses por força do encantamento órfico da música ou da dança - literalmente, do "violão", do "samba", da "banda", do "carnaval".

Em Sonho de um carnaval, uma das produções inaugurais de Chico, o poeta deixa em casa a dor, esperando-o, e vai encontrar, no Carnaval, uma realidade transfigurada:

Fonte: Desenho mágico, Adélia Bezerra de Meneses, Editora Hucitec, 1982
Parte I - Lirismo Nostágico, página 49



Notas sobre Retrato em branco e preto

Por Luiz Roberto de Oliveira

Letra 
LR - Chico, como é que foi fazer tua primeira letra pra ele? Você achou dificil, foi uma emoção, foi uma coisa especial para você? Como é que foi esse "Retrato em branco e preto", que antes se chamava "Zíngaro"?

CB - Quando o Tom me deu essa música para fazer letra... engraçado que nesse comecinho não sei se era uma impressão minha ou se era real, eu tinha impressão que ele estava me dando uma força, ele insistia muito para eu fazer a letra - porque comparando com outras músicas que ele fez mais tarde, quando a gente já tinha uma amizade maior, era mais difícil fazer letra para o Tom, porque ele interferia demais. Nessa letra ele não interferiu nada. Ele "Tá ótimo, tá ótimo, tá ótimo", assim como quem faz cerimônia ou paternaliza um pouco, não sei, porque nós não tínhamos uma relacão ainda assim próxima, eu ainda tinha esse respeito por ele.
Entra uma certa cerimônia. Eu não me lembro de problema nenhum, não me lembro de história nenhuma, ele me entregou a música, que já estava até gravada e era "Zíngaro" e tal... e eu fiz a letra em casa e mostrei pra ele: "Ótimo, ótimo, ótimo" e ficou por isso. Não tenho uma lembrança maior. E foi para mim um desafio grande porque eu não era letrista nessa época, quer dizer, eu era letrista de minhas próprias músicas.

© Luiz Roberto de Oliveira, na Home Page de Tom Jobim


Notas sobre Retrato em branco e preto
Por Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello


Letra    
Segundo sua irmã Helena, Tom Jobim compôs o tema "Zíngaro", inspirado em um violinista cigano, que "na verdade era ele próprio, radicado naquele estranho mundo (os Estados Unidos) e sentindo saudade de seu país". Em 1965, a composição foi incluída no elepê A certain Mr. Jobim, gravado numa igreja transformada em estúdio, em Manhattan, com a participação de um de seus arranjadores favoritos, o alemão Claus Ogerman. O título "Retrato em Branco e Preto" surgiu depois, com a letra dramática de Chico Buarque, que trata de um amor desesperado ("Lá vou eu de novo como um tolo / procurar o desconsolo / que cansei de conhecer / novos dias tristes / noites claras / versos, cartas, minha cara / ainda volto a lhe escrever..." ). Mais uma vez, Tom Jobim oferece uma lição de economia e inteligência: os três primeiros compassos, criados sobre uma melodia de quatro notas vizinhas - ré, dó sustenido, mi e dó natural - são idênticos, mas, com harmonizações diferentes. O intervalo inicial da canção, uma segunda menor, vai sendo ampliado e explorado de várias maneiras à medida que a melodia avança, aumentando a tensão, a dramaticidade, o que é muito bem aproveitado no poema do Chico. Ritmicamente, dos dezesseis compassos de "Retrato em Branco e Preto", treze são absolutamente iguais, formados por oito colcheias. Tais observações podem, à primeira vista, levar à conclusão de que a canção é repetitiva e até pobre, quando na realidade é exatamente o oposto, um tratado sobre o que é possível fazer com um intervalo de duas notas. Tom Jobim sabia como ninguém partir de uma célula simples e enriquecê-la ao máximo. Em 1968, "Retrato em Branco e Preto" seria gravado pelo próprio Tom com o Quarteto 004. Esta foi a primeira de uma série de interpretações emocionantes como as de Chico Buarque, Elis e Tom, João Gilberto (em três registros diferentes) e a do trompetista Chet Baker, que em gravação filmada para o documentário "Let's Get Lost", feita pouco antes de sua morte, realizou num improviso comovente um autêntico hino de amor a Jobim.
Fonte: Livro 85 anos de Música Brasileira Vol. 2, 1ª edição, 1997, editora 34

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Campinarte Memória / Cartola

Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, (Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1908 — Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1980) é considerado por diversos músicos e críticos como o maior sambista da história da música brasileira
Com 15 anos, após a morte de sua mãe, abandonou os estudos - tendo terminado apenas o primário. Arranjou emprego de servente de obra, e passou a usar um chapéu-coco para se proteger do cimento que caía de cima. Por usar esse chapéu, ganhou dos colegas de trabalho o apelido "Cartola". Junto com um grupo amigos sambistas do morro criou o Bloco dos Arengueiros, cujo núcleo em 1928 fundou a Estação Primeira de Mangueira.


Em 1974 gravou o primeiro discos-solo, e sua carreira tomou impulso com clássicos instantâneos como "As Rosas Não Falam", "O Mundo é um Moinho", "Acontece", "O Sol Nascerá" (com Elton Medeiros), "Quem Me Vê Sorrindo" (com Carlos Cachaça), "Cordas de Aço", "Alvorada" e "Alegria".

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

DESTAQUE CAMPINARTE / Carlos Borges


Narrador esportivo da rádio Nacional (RJ), onde começou a carreira em 1996. Passou pelas equipes esportivas das rádios Manchete e Haroldo de Andrade. Trabalhou na TV Manchete. Carlos Borges nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e se formou em Jornalismo pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha/RJ), no campi Méier, nos anos 70. Iniciou a carreira como narrador esportivo na rádio Nacional (RJ), em 1996. Com o fim das coberturas esportivas da emissora pública federal, passou para a então recém-fundada rádio Haroldo de Andrade (RJ). Também passou pela rádio Manchete (RJ). Passou também pela rádio Continental, de Campos de Goytacazes (RJ), onde narrou a primeira partida internacional transmitida pela emissora direto do local de jogo, o estádio Defensores Del Chaco, no Paraguai. Voltou para a rádio Nacional em 2008, quando a mesma retomou as transmissões de campeonatos de futebol. Pela TV, foi um dos narradores enviados para a Copa do Mundo de Futebol da França 1998, pela TV Manchete, junto com Paulo Stein, Edson Mauro e Januário de Oliveira. Tem como bordão Carimba e Assina e é conhecido como O locutor de todos os esportes. (Fonte: Portal dos Jornalistas).

* Recentemente Carlito do Sal entrevistou Carlos Borges 
com exclusividade na Rádio WEB MPB SAMBA NA CAIXA.
Para ouvir essa entrevista na íntegra acesse


sábado, 31 de agosto de 2013

Campinarte Especial / Mensagens Românticas

Lembra daquelas tele-mensagens?... Pois muito bem... O Blog Rádio Campinarte misturou algumas mensagens eróticas, românticas com músicas de Roberto Carlos na voz de Maria Bethânia e vejam só o resultado... Uma seqüência pra lá de interessante... Vale a pena dar uma conferida...

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O Campinarte e os dias da semana

A curiosidade está na nossa seleção... São sete músicas... Com os nomes dos dias da semana... Então, ficamos assim:
Um Dia de Domingo / Gal Costa
Segunda-Feira / Heitor Branquinho
Terço na Terça / Affonso Moraes
Quarta-Feira / Mart’nália e Paulinho Moska
Quinta-Feira / Forgotten Boys
Sexta-Feira / Luciana Mello
Sábado / Marco e Mário

Por que os dias da semana acabam com feira?

Segunda-feira, terça-feira, quarta-feira... Os números dos dias são fáceis de entender, em uma semana de sete dias que se inicia no domingo. Mas a e palavra 'feira'? O que ela significa?
Na sua origem, os nomes dias da semana tinham influência na astrologia, cada um representava um astro do nosso Sistema Solar: Sol (domingo), Lua (segunda), Marte (terça), Mercúrio (quarta), Júpiter (quinta), Vênus (sexta) e Saturno (sábado).
Segundo o Guia dos Curiosos, nos países latinos, por influência do cristianismo, o dia do Sol, solis dies, foi substituído por dominica, dia do Senhor; e o saturni dies, dia de Saturno, por sabbatum, derivado do hebraico shabbath, dia do descanso, consagrado pelo Velho Testamento.
Não satisfeita com a origem pagã dos nomes dos dias, a igreja católica dos paises de língua portuguesa transformou a homenagem aos astros em números, isso graças ao apostolado de São Martinho de Braga, que afirmava que não se podia "dar nomes de demônios aos dias que Deus criou".
Já o termo "feira" surgiu em português porque, na semana de Páscoa, todos os dias eram feriados, as férias, e o mercado funcionava ao ar livre, as feiras.
Preservando o domingo, dia do Senhor, como primeiro dia da semana, a igreja instituiu a secunda feira, a segunda-feira e assim sucessivamente. Estava criada a semana portuguesa. 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O que há de melhor pelas comunidades - Parte 1

Nesse primeiro programa apresentaremos alguns talentos em especial do Terceiro Distrito de Duque de Caxias. 
São artistas de Nova Campinas, Parque Paulista, Santa Cruz da Serra e demais bairros vizinhos.
Abriremos o programa de hoje com a música de Eloir Rodrigues do Parque Paulista - Cantor, compositor e instrumentista, o seu trabalho é voltado para o segmento evangélico.
Em seguida um músico de Nova Campinas, Balbino do Forró que acaba de lançar um CD só com músicas inéditas.
Para quebrar um pouco a rotina vamos ouvir a extinta banda de rock Fúria Beat que tinha a sua base em Santa Cruz da Serra.
E para encerrar o nosso primeiro programa O QUE HÁ DE MELHOR PELAS COMUNIDADES ouviremos o samba enredo do Esperança de Nova Campinas para o Carnaval / 2009.

O que há de melhor pelas comunidades - Parte 2



É com muito prazer que apresentamos mais um programa da série O que há de melhor pelas comunidades.
Diria que esse programa é pra lá de especial.
Ouviremos na abertura a música de Michel dos Teclados e Forró Pega na Menina.
Em seguida ouviremos três cantoras, compositoras, arranjadoras e boas intérpretes, pela ordem:
Juçara Freire cantando de sua autoria a música Seduzir
Depois apresentaremos Cintia Possidonio cantando Quem é você?
E para encerrar ouviremos Simone Tertuliano com a música Se entregue.

O que há de melhor pelas comunidades 3

Ouviremos na seqüência uma seleção de artistas (em especial) do Terceiro Distrito de Duque de Caxias...

Começamos com o seresteiro Walter Guimarães interpretando a Volta do Boêmio... 

A seguir, Dery de Paula e o Forró de Mister Deco (Requebra Menina)...
E mais:

Cimírames com a música direto no Coração...

E para encerrar uma linda poesia de Eny Fernandes em homenagem a todas as mães...

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22 de Novembro é dia de Santa Cecília...

Padroeira dos músicos, por isso hoje também é comemorado o dia do músico. O músico pode ser arranjador, intérprete, regente e compositor. Há quem diga que os músicos devem ter talento nato para isso, mas existem cursos superiores na área e pessoas que estudam música a vida toda.
O músico pode trabalhar com música popular ou erudita, em atividades culturais e recreativas, em pesquisa e desenvolvimento, na edição, impressão e reprodução de gravações. A grande maioria dos profissionais trabalha por contra própria, mas existem os que trabalham no ensino e os que são vinculados a corpos musicais estaduais ou municipais.
A santa dos músicos
Santa Cecília viveu em Roma, no século III, e participava diariamente da missa celebrada pelo papa Urbano, nas catacumbas da via Ápia. Ela decidiu viver casta, mas seu pai obrigou-a a casar com Valeriano. Ela contou ao seu marido sua condição de virgem consagrada a Deus e conseguiu convence-lo. Segundo a tradição, Cecília teria cantado para ele a beleza da castidade e ele acabou decidindo respeitar o voto da esposa. Além disso, Valeriano converteu-se ao catolicismo.

Mito grego
Na época dos gregos, dizia-se que depois da morte dos Titãs, filhos de Urano, os deuses do Olimpo pediram que Zeus criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos deuses do Olimpo. Então, Zeus se deitou com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas. Nasceram dessas noites as nove Musas. Dessas nove, a musa da música era Euterpe, que fazia parte do cortejo de Apolo, deus da Música.
Fonte: UFGNet

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