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Quem Somos?


 A Rádio Campinarte na verdade é um blog com o objetivo de divulgar, promover e na medida do possível gerar renda para os artistas (músicos) em particular do Terceiro Distrito de Duque de Caxias no Rio de Janeiro.
Um blog com cara de rádio, notícias do mundo do rádio, cantores do rádio.Um blog que tem como uma de suas principais bandeiras os novos talentos sem esquecer dos grandes nomes da música popular brasileira de todos os tempos; sem esquecer os pioneiros, os baluartes, os verdadeiros ícones da era de ouro do rádio. Fazemos isso para que esses novos talentos não percam de vista nossas referências musicais que até hoje são veneradas mundo a fora - uma forma que encontramos de dizer um MUITO OBRIGADO àqueles que nos proporcionaram (e continuam proporcionando) com suas vozes, suas músicas, momentos de paz e alegria. Uma maneira de agradecer a todos que ajudaram a compor as trilhas sonoras de milhões e milhões de pessoas.
Este blog irá gradativamente estreitar os seus laços com as Rádios Comunitárias que desenvolvem um papel importantíssimo em nossos bairros.
A Rádio Campinarte tem (fundamentalmente) um compromisso com a qualidade e o bom gosto / e qualidade e bom gosto nos vamos pinçar nos nossos bairros, o que nós queremos mesmo é fazer jus ao nome: RÁDIO CAMPINARTE - O SOM DAS COMUNIDADES.


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O SHOW DO COMÉRCIO DO CAMPINARTE

sexta-feira, 29 de maio de 2015

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Campinarte de volta no tempo / Música Brasileira Antiga


Memória / Cyro Monteiro



Cyro Monteiro 28/5/1913 Rio de Janeiro, RJ
13/7/1973 Rio de Janeiro, RJ 

Cantor. Compositor.  Nasceu no subúrbio carioca do Rocha, em uma família de nove irmãos, todos com nomes começados com "C". Seu pai era dentista, capitão do Exército e funcionário público. Sobrinho do grande pianista de samba Nonô (Romualdo Peixoto, conhecido como o "Chopin do samba"), também primo de Cauby Peixoto, de Araken (...)

Dados Artísticos

Desde jovem cantava em festas e rodas de amigos. Em dueto com seu irmão Careno, procurava imitar a dupla Sílvio Caldas-Luiz Barbosa, que seu tio Nonô costumava levar a sua casa para apresentações esporádicas. Desses encontros surgiu sua oportunidade no rádio. Em 1933, numa emergência e a pedido do próprio Sílvio Caldas, foi substituir (...)
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Obras

  • Aliança
  • Alô, João (c/ Baden Powell)
  • Aquela mascarada
  • Bailado
  • Canta cigana
  • Certa Maria (c/ Vinicius de Moraes)
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Discografia

  • ([ca.1961]) Entrego a Deus/Samba oficial • Rio • 78
  • ([ca.1961]) Sacode Carola/Entre beijos e carinhos • Rio • 78
  • (2000) Raízes do samba - Cyro Monteiro • Copacabana-EMI • CD
  • (2000) A música brasileira deste século por seus autores e intérpretes - Cyro Monteiro • CD
  • (1994) Sambistas de fato: Ciro Monteiro e Aracy da Almeida • Revivendo • CD
  • (1974) Toquinho, Vinícius e Amigos - Participação - • LP
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Shows

  • 1965 - "Telecoteco", com Dilermando Pinheiro, roteiro de Oduvaldo Vianna Filho e Teresa Aragão, Teatro Opinião.
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Bibliografia Crítica

  • AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.
  • AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.
  • CARDOSO, Sylvio Tullio. Dicionário Biográfico da música Popular. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1965.
  • CARDOSO, Sylvio Tullio. Dicionário biográfico da música popular. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1965.
  • EPAMINONDAS, Antônio. Brasil brasileirinho. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do livro, 1982.
  • LUNA, Paulo. No compasso da bola. Rio de Janeiro: Irmãos Vitale Editora, 2011.
[Saiba Mais]

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Campinarte Memória / Carolina Cardoso de Menezes


Carolina Cardoso de Menezes Cavalcanti
 27/5/1916 Rio de Janeiro, RJ 
 31/12/1999 Rio de Janeiro, RJBiografia
Pianista. Compositora. / Descendente do "clã" dos Cardoso de Menezes, família de grandes pianistas, que deixaram sua marca na história da MPB. Filha do pianista Osvaldo Cardoso de Menezes, começou a estudar piano aos 13 anos de idade com Zaíra Braga, aperfeiçoando-se posteriormente com Gabriel de Almeida e Paulino Chaves. Sua mãe D. Sinhá, também tocava piano. Chegou até a ter aulas (...)
[Saiba Mais]Dados Artísticos

Uma das instrumentistas que mais presente esteve no desenvolvimento do rádio e da indústria fonográfica brasileira, memória viva dessa época, acompanhou inúmeros cantores em programas radiofônicos e gravações em 78 rpm. Lançou também inúmeros discos solo, com composições de grandes artistas nacionais, além de suas próprias composições. Teve fundamental importância na transposição (...)
  • Ausência
  • Beijos de amor (c/ Everaldo Bahia)
  • Brasil Rock
  • Caboclinha (c/ Osvaldo Cardoso de Menezes)
  • Comigo é assim
  • Comigo mesma
[Saiba Mais]Discografia
  • (1997) Preludiando • Accoustic • CD
  • (1989) Fafá & Carolina - Fafá Lemos e Carolina Cardoso de Menezes • Eldorado • LP
  • (1986) Os Pianeiros - Aloysio de Alencar, Carolina Cardoso de Menezes e Antônio Adolfo • LP
  • (1961) Carolina e o sucesso • Odeon • LP
  • (1960) Carolina no samba • Helium Discos • LP
  • (1958) Covardia/Patrícia • Odeon • 78
[Saiba Mais]Bibliografia Crítica
  • AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.
  • CARDOSO, Sylvio Tullio. Dicionário Biográfico da música Popular. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1965.
  • EFEGÊ, Jota. Figuras e coisas da Música Popular Brasileira. Editora: MEC/FUNARTE. Rio de Janeiro, 1978.
  • EPAMINONDAS, Antônio. Brasil brasileirinho.Editora: Instituto Nacional do Livro. Rio de Janeiro, 1982.
  • MARCONDES, Marcos Antônio. (ED). Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2. ed. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.
  • MARIZ, Vasco. A canção brasileira. Editora: Francisco Alves. Rio de Janeiro, 2000.

domingo, 24 de maio de 2015

Best Of Country Mix [2014] HD







sábado, 23 de maio de 2015

Especial / Silvio Caldas

Sílvio Narciso de Figueiredo Caldas
* 23/5/1908 Rio de Janeiro, RJ + 3/2/1998 Atibaia, SP

Silvio Caldas - O Caboclinho Querido - A Rádio Campinarte dando prosseguimento a uma série de homenagens aos grandes nomes da música brasileira não poderia deixar de fora esse verdadeiro monstro sagrado.
Filho do afinador de pianos Antonio Narciso Caldas e de Alcina Figueiredo Caldas. Nasceu no bairro carioca de São Cristóvão.
Com cinco anos de idade já era visto desfilando no carnaval carregado nos ombros dos remadores do Clube de Regatas São Cristóvão, do bairro onde morava no bloco "Família Ideal". Nessa idade fez sua primeira apresentação pública cantando uma música brejeira no Teatro Fênix. Começou a trabalhar numa garagem como aprendiz de mecânica aos nove anos.
Em 1924, já mecânico formado, mudou-se para São Paulo onde trabalhou na Companhia Tobias Torres de Barros & Cia e na Companhia Telefônica. Logo depois, percorreu o interior paulista como motorista. Fixou-se um tempo em Catanduva onde trabalhou como lavador de carros.
Em 1927, voltou ao Rio de Janeiro à convite de Antônio Gomes para atuar na Rádio Mayrink Veiga. Mesmo cantando em Rádios, manteve por algum tempo a profissão de mecânico. Chegou a fazer a manutenção de cerca de vinte caminhões numa ocaião em que trabalhavam na construção da Rodovia Rio - São Paulo.
Os últimos 40 anos de sua vida foram vividos em seu sítio na cidade de Atibaia, em São Paulo. Na década de 1980, seu filho mais moço foi morto vítima de trágico atropelamento, fato que muito abalou a opinião pública de todo o país.

(Saiba mais no Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira)

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Música sacra brasileira (barroco)

Resultado de imagem para musica sacra brasileira
A princípio, a música colonial mineira restringe-se à interpretação de autores europeus, cujas partituras eram copiadas sucessivamente para uso individual ou de membros das corporações. Há ainda hoje cópia de quartetos de Haydn feita por Francisco da Cruz Maciel, em 1794, e de Mozart e Beethoven feita por João Nunes, antes de 1800, em Vila Rica.
O interesse pelas novidades musicais estrangeiras disseminou o uso de cópias feitas a partir do final do século XVIII. O mau estado de conservação das cópias encontradas sugere que elas tenham sido muito utilizadas por músicos da época.
Do Rio de Janeiro chegavam aquisições estrangeiras recentes e também composições de músicos brasileiros. Em Minas Gerais criou-se um intercâmbio musical, em que partituras eram copiadas e divulgadas entre os compositores, resultando um gosto musical comum.
Desse rico e permanente contato, aliado ao ensino de técnicas musicais, o músico mineiro passa a criar suas próprias composições. Seus expoentes máximos — José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, Manoel Dias de Oliveira e Francisco Gomes da Rocha — acumulam as funções de intérprete, compositor e regente, produzindo obras genuinamente brasileiras.
A produção musical desses artistas foi descoberta pelo musicólogo alemão Francisco Curt Lange, que dedicou grande parte de sua vida ao estudo das fontes musicais latino-americanas. Nos anos 40 realizou pesquisas em igrejas, arquivos públicos e acervos particulares das cidades históricas mineiras, revelando a existência de uma genuína atividade musical em Minas, até então desconhecida.



Durante 20 anos, coletou cerca de 800 partituras e restaurou 30, das quais somente algumas foram publicadas, e divulgou a música mineira no resto do país, América Latina, Europa e Estados Unidos. Seu acervo, recentemente adquirido pela Universidade Federal de Minas Gerais, inclui documentos da música barroca mineira, manuscritos do período colonial, gravações em fitas cassetes e outros documentos de grande valor histórico.
Carlos Kater

domingo, 17 de maio de 2015

A Era dos Festivais - Parte 01


A história da Música Popular Brasileira foi marcada pela presença de inúmeros festivais, promovidos por emissoras de rádio, redes de televisão, teatros e movimentos estudantis. Esses festivais cumpriram (e ainda o fazem na atualidade) a função de revelar intérpretes, compositores e instrumentistas ao grande público.

Os mais antigos festivais foram os de música para o carnaval nos anos 1930, patrocinados pela Prefeitura do Rio de Janeiro ou por empresas comerciais, jornais e revistas. Somente no final dos anos 1950, os festivais de música popular para o chamado período "meio de ano" começaram a aparecer.

A segunda metade da década de 1960, em especial, foi marcada pela consagração de artistas que passaram a figurar entre os grandes nomes da MPB, tais como Elis Regina, Edu Lobo, Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento e Gilberto Gil, entre tantos outros.

O Festival Nacional de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Excelsior de São Paulo, teve sua primeira edição em 1965 e sua segunda edição em 1966, e apresentou como respectivas vencedoras as canções "Arrastão" (Edu Lobo e Vinicius de Moraes), interpretada por Elis Regina, e “Porta-estandarte” (Geraldo Vandré e Fernando Lona), interpretada por Airto Moreira e Tuca.

O Festival da Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record de São Paulo, teve quatro edições, em 1966, 1967, 1968 e 1969, com as seguintes vencedoras:

1966: "A banda" (Chico Buarque) empatada com "Disparada" (Téo de Barros e Geraldo Vandré), a primeira interpretada por Nara Leão e a segunda por Jair Rodrigues;

1967: "Ponteio" (Edu Lobo e Capinam), interpretada por Edu Lobo e Marília Medalha. Vale ainda ressaltar que, nessa edição, a segunda, terceira e quarta colocações foram respectivamente para as canções "Domingo no parque" (Gilberto Gil), interpretada por Gil e Os Mutantes, "Roda viva" (Chico Buarque), interpretada pelo autor e pelo MPB-4, e "Alegria, alegria" (Caetano Veloso), interpretada pelo compositor e pelo grupo argentino Beat Boys;

1968: "São São Paulo meu amor" (Tom Zé), interpretada por Tom Zé, Canto 4 e Os Brasões, na votação do júri especial, e "Benvinda" (Chico Buarque), interpretada por Chico Buarque e MPB 4, na votação do júri popular;

1969: "Sinal fechado" (Paulinho da Viola), interpretada pelo autor.

O Festival Internacional da Canção (FIC), em sua fase nacional, teve sua primeira edição realizada no Maracanãzinho, Rio de Janeiro, e foi inicialmente promovido pela TV-Rio (I FIC) e em seguida pela TV Globo (demais edições). No total, foram sete edições realizadas entre os anos de 1966 e 1972. Canções como "Sabiá" (Chico Buarque e Tom Jobim) e "Fio maravilha" (Jorge Ben, hoje Jorge Benjor), premiadas com o primeiro lugar, passaram a fazer parte dos clássicos da MPB. O II FIC revelou ainda Milton Nascimento como Melhor Intérprete, com "Travessia", sua composição em parceria com Fernando Brant, que recebeu a segunda colocação. Outro fato importante de ser lembrado foi a antológica participação de Caetano Veloso no III FIC, com sua composição "É proibido proibir". A música foi vaiada pela platéia levando Caetano a discursar ao público: "Vocês não estão entendendo nada." A canção foi desclassificada. Segundo o historiador Jairo Severiano, a canção "Andança", de Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós, foi uma das mais aplaudidas pelo público nessa terceira edição do FIC. A música, interpretada por Beth Carvalho e o conjunto Golden Boys, obteve a terceira colocação. Nesse dia, o público vaiou a grande vencedora, "Sabiá", em favor de "Caminhando (Pra não dizer que não falei de flores)", de Geraldo Vandré, que acabou levando a segunda colocação, interpretada pelo autor e o Quarteto Livre (nas eliminatórias, Vandré apresentou-se sozinho ao violão). Para Jairo Severiano "o VII FIC (realizado em 1972) foi o último do ciclo dos festivais, encerrando assim uma fase auspiciosa da MPB na televisão, com grande proveito para ambas as partes" ("A canção no tempo" vol.2, p.174, Editora 34).

terça-feira, 12 de maio de 2015

Candomblé e seus mistérios: os orixás e seus fundamentos




Origens


No período da escravidão, os escravistas eram interessados exclusivamente na força de trabalho do africano, mas nos porões dos navios negreiros, além de músculos, vinham ideias, sentimentos, tradições, mentalidades, hábitos alimentares, rituais, canções, crenças religiosas, formas de ver a vida, e o que é mais incrível, o africano levava tudo dentro de sua alma, pois não lhe era permitido carregar seus pertences.
Da Nigéria e do Benin vieram as principais raízes dos cultos afro-brasileiros, o Candomblé da Bahia, o Xangô de Pernambuco, o Tambor de Mina do Maranhão e o Batuque do Rio Grande do Sul, os quais possuem fortes vínculos de origem com as crenças religiosas dos povos de língua iorubá e fon.
Em Ouida, onde ficava um dos grandes portos de embarque de escravos, os negros percorriam um caminho de cinco quilômetros da cidade até o porto. Neste percurso todo escravo que era embarcado, eram obrigados a dar voltas em torno de uma árvore. A árvore do esquecimento.
Os escravos homens deviam dar nove voltas em torno dela. As mulheres sete voltas. Depois disso supunha-se que os escravos perdiam a memória e esqueciam seu passado, suas origens e sua identidade cultural, para se tornarem seres sem nenhuma vontade de reagir ou se rebelar.
Mas, o escravo não esquecia nada, porque quando chegou aqui recriou suas divindades. Conseguiu refazer tudo aquilo que ficou para traz. Hoje, nos diversos estados brasileiros se tem verdadeiras ilhas de África, pois se mantém muito vivas as tradições religiosas iorubá e jêje. Devido à multiplicidade nas origens, a estruturação e a prática dos rituais tomaram formas diferentes em cada região do país.
No Batuque do Rio Grande do Sul, também, os religiosos pertencem a nações diversas, portanto, possuem tradições diferentes. Todavia, a influência da nação Ijexá é grande no conjunto dos rituais africanos executados nos terreiros de origem Jêje, Oyó e Cabinda.

Orixás
Orixás, regentes do mundo terrestre com várias definições a seu respeito, mas em princípio os Orixás são divindades intermediárias entre o Deus Supremo, Olorum, e o mundo terrestre. Foram encarregados de administrar a criação e a continuidade da vida na terra.
Os Orixás se comunicam com os seres humanos através de vistosos e complexos rituais. As estórias de cada um são conhecidas através das rezas (cânticos), suas comidas, no ritmo de seus toques, nas suas cores e seu domínio em determinadas forças da natureza.
Os Orixás estão subordinados a um Deus Supremo chamado Olorum ou Olodumare, mas não há nenhum culto ou altar dirigido diretamente à ele, o contato é feito através dos Orixás, seus intermediários.
Nossa tradição guarda o axé (força) de cada Orixá em um Okutá (pedra) que é colocada em uma vasilha junto a outras “ferramentas”, que ficam sob a guarda do babalorixá ou Yalorixá; mas a força maior está solta na natureza, apenas parte dela, simbolicamente fica no Okutá.
Nas cerimônias para convocar os Orixás, tradicionalmente, é através de cantos acompanhados com o toque dos tambores, com ritmos identificados para cada divindade.
As cerimônias são diversas, são ofertados presentes, comidas diferentes para cada um e sacrifícios que envolvem animais de quatro pés e aves; tirando a parte dos Orixás toda carne é consumida pelos participantes e membros da comunidade. Aos orixás rogam-se proteção, saúde, paz, em fim, pedidos específicos às necessidades de cada um em particular.
Os Orixás intercedem de acordo com o domínio que cada um exerce sua influência no aspecto da vida, como por exemplo, Bará para abrir os caminhos, Xangô para justiça, Oxum para fertilidade e assim por diante.
É magnífico poder escrever sobre a religião africana, mas há rituais muito particulares, nos quais alguns praticantes, não estão se preocupando em guardar o segredo, alguns estão colocando em público, rituais que os antigos levariam anos, até passarem para aqueles que mostravam sigilo absoluto, e que guardariam para confidenciar apenas aos seguidores de merecimento. Todas as religiões importantes do mundo doutrinam e ensinam, mas os maiores segredos um mestre só passa para outro mestre.
Existem aspectos cerimoniais que regulam o relacionamento dos serem humanos com as divindades. As regras são muitas, numa espécie de quebra cabeças, com começo, meio e fim, montado com interpretações simbólicas dos mitos que envolvem os orixás, e constituem uma grande rede interligada de deveres e direitos, obrigações e possibilidades, extremamente complexa e cheia de nuanças, inclusive possibilitando diversas variações que só quem é do meio pode saber e executar. A forma organizada na África deve ser perpetuada. Não temos o direito de mudar algo estabelecido a séculos, mesmo que queiram rotular nossos rituais de primitivos e ultrapassados, temos que procurar manter a força espiritual que envolve nossa religião, esta poderosa raiz deixada por nossos ancestrais.
Um caminho que nos faz ter contato com os orixás é através da incorporação; este é o processo pelo qual a entidade se manifesta em seu filho(a) que passou pelos mais diversos rituais de iniciação. Contudo há casos de incorporação de não iniciados. É possível uma pessoa estar assistindo um ritual pela primeira vez e se identificar com as forças espirituais energéticas referentes ao seu orixá, e ter esta manifestação espontânea.
Na maior parte, a manifestação dos orixás acontece em dias de festas. No batuque, nestas ocasiões, podemos falar; pedir auxílio, consultar, abraçar e ser abraçado por eles; em fim pode-se ter um contato direto com os orixás. Uma característica específica que diferencia o batuque das demais religiões afro-brasileiras é o fato do iniciado não saber, em hipótese alguma, que é incorporado pelo orixá. Esta peculiaridade provém de longínquas aldeias do interior da África, e faz parte dos rituais desde o início da estruturação da religião no Estado do Rio Grande do Sul a mais de duzentos anos.
Outro caminho que nos leva aos Orixás são os Búzios. A cerimônia do jogo dos Búzios é o instrumento usado no dia a dia para consulta aos Orixás. Através dele podemos receber orientações, conselhos e advertências.
Os Orixás cultuados no Batuque do Rio Grande do Sul são: Bará, Ogum, Oyá ou Iansã, Xangô, Ibêji, Odé, Otim, Obá, Ossãe, Xapanã, Oxum, Yemanjá e Oxalá.
SAIBA MAIS

Umbanda | Dogmas, Crenças e Fundamentos



Dogmas, Crenças e Fundamentos
Dogma é o ponto fundamental de uma doutrina religiosa. A Umbanda também possui seus dogmas, crenças e fundamentos.
  • Acreditamos em Deus eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, onisciente e onipresente;
  • Cremos na existência dos Orixás, Espíritos de Plano Superior, que comandam as 7 linhas ou vibrações da Umbanda;
  • Temos a reencarnação como ponto pacífico, logo, indiscutível;
  • Cremos na existência de seres fora da matéria e na sobrevivência de nossa própria alma após a morte do corpo físico, significando que o espírito não morre, mas sobrevive ao homem, em caminho de evolução;
  • Há possibilidade de comunicação com espíritos desencarnados, através da faculdade mediúnica;
  • Existe uma Lei de Causa e Efeito, pela qual colhemos tudo o que plantamos. Não há acaso, tudo é consequencia;
  • O progresso individual ou as situações na vida são produtos de seu livre arbítrio ou escolha das provas antes da descida à matéria;
  • Amai-vos uns ao outros é o lema principal da Umbanda, manifestado na prática da caridade , tanto na palavra como na ação;
  • Acreditamos a existência de ouros mundos habitados, não constituindo a Terra exceção do universo. Há mundos mais adiantados e orbes mais atrasados. A terra é um plano de expiação, aprendizado e de correção moral;
  • Não há espíritos voltados eternamente para o mal, mas seres em estágio de aprendizado;
  • Todos temos guias espirituais que nos acompanham nos moldes dos anjos de guarda, porém, com faculdade de se comunicarem conosco, através da mediunidade;
  • Jesus Cristo foi o espírito de categoria mais elevada que já encarnou entre nós;
  • Adotamos a liberdade da prática religiosa, respeitadas, entretanto, as leis dos poderes legalmente constituídos;
  • Todos somos iguais, porque somos filhos do mesmo Deus de justiça, Sabedoria e Amor;
  • A afirmação de que todas as religiões constituem os diversos caminhos de evolução espiritual que conduzem a Deus, significando que todas as religiões têm uma única finalidade: Aperfeiçoar o homem e levá-lo para Deus. Daí o nosso respeito a todas elas, pois cada um se afiniza com uma corrente religiosa que esteja em correspondência ao seu grau de compreensão e evolução.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Campinarte / Memória - Ben E. King



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22 de Novembro é dia de Santa Cecília...

Padroeira dos músicos, por isso hoje também é comemorado o dia do músico. O músico pode ser arranjador, intérprete, regente e compositor. Há quem diga que os músicos devem ter talento nato para isso, mas existem cursos superiores na área e pessoas que estudam música a vida toda.
O músico pode trabalhar com música popular ou erudita, em atividades culturais e recreativas, em pesquisa e desenvolvimento, na edição, impressão e reprodução de gravações. A grande maioria dos profissionais trabalha por contra própria, mas existem os que trabalham no ensino e os que são vinculados a corpos musicais estaduais ou municipais.
A santa dos músicos
Santa Cecília viveu em Roma, no século III, e participava diariamente da missa celebrada pelo papa Urbano, nas catacumbas da via Ápia. Ela decidiu viver casta, mas seu pai obrigou-a a casar com Valeriano. Ela contou ao seu marido sua condição de virgem consagrada a Deus e conseguiu convence-lo. Segundo a tradição, Cecília teria cantado para ele a beleza da castidade e ele acabou decidindo respeitar o voto da esposa. Além disso, Valeriano converteu-se ao catolicismo.

Mito grego
Na época dos gregos, dizia-se que depois da morte dos Titãs, filhos de Urano, os deuses do Olimpo pediram que Zeus criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos deuses do Olimpo. Então, Zeus se deitou com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas. Nasceram dessas noites as nove Musas. Dessas nove, a musa da música era Euterpe, que fazia parte do cortejo de Apolo, deus da Música.
Fonte: UFGNet

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